Mostrando postagens com marcador Dicas e Truques Culinárias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas e Truques Culinárias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Cubos de Açúcar

Post image for Cubos de Açúcar

Cubos de açúcar são fofos. Ainda mais quando você tem uma pinça linda para servir…

Oi?  Não estou falando daquela pinça enferrujada que você arranca seus cabelos encravados. Esta pinça é uma belezinha que se usa para servir os cubinhos de açúcar! É um “mini pegadorzinho”, digamos assim, também usado para servir frios (o que são “frios”?? Ué! Presunto, por exemplo!)

Os cubos de açúcar (ou “torrões“) não são a coisa mais barata do mundo (como quase tudo que tem muito charme), mas olha que bom: você pode fazer em casa!

Receita de Cubos de Açúcar

Ingredientes:

1 xícara (chá) de açúcar

1 colher (sopa) de água

Formas de acetato (são essas formas usadas para fazer bombons. Você encontra em casas de produtos para festas com facilidade. Escolha formatos pequenos e sem muitos detalhes, para não quebrar.)

Modo de preparo:

Misture bem a água e o açúcar.

Distribua o açúcar úmido nos buracos das forminhas e aperte!

Vá preenchendo mais conforme você pressiona e o açúcar fica mais apertadinho lá dentro.

Depois de apertar bem e os buraquinhos estiverem bem preenchidos, desenforme! Basta virar a forma de cabeça para baixo sobre uma superfície limpa.

Se não soltar rápido, de umas batidinhas muito de leve para não quebrar os cubinhos (ou corações, flores, ovinhos…).

Deixe secar sobre a superfície e em seguida guarde em um pote bem fechado!

Fácil, né?

Pepino sem azia!

Post image for Pepino sem azia!

Tem sempre alguém dizendo que não pode comer pepino porque fica com azia.

Realmente, o pepino é um pouco indigesto mas, o que as pessoas não sabem é que a casca do pepino é rica em enzimas digestivas e evita a famosa azia que dá quando se come pepinos sem casca. Por não saberem disso, continuam descascando o pepino para fazer saladas.

Até já li por aí que o tipo mais comum, o “Aodai” (aquele que tem a casca lisa, toda na cor verde-escuro), é o pior no quesito “digestibilidade” por causa da sua casca, especificamente. Por isso, dizem que eles devem ser consumidos descascados.

Por outro lado, vejo que a maior parte das referências que falam sobre a digestão do pepino não faz nenhuma distinção entre os tipos existentes e recomendam o consumo com a casca sempre, em qualquer um deles.

Realmente, nunca tenho azia por causa de nenhum pepino e sempre os consumo com casca. Tenho muitos problemas digestivos e sou um bom parâmetro! icon smile Pepino sem azia!

Bem, pode ser também por causa de um “ritual” que aprendi com a minha mãe e nunca tive explicações científicas para ele, mas vai que dá certo! Preciso parar de comer pepinos com casca para observar os resultados mas, em todo caso, tome nota:

Lave bem o pepino e corte uma fatia nas pontas, dos dois lados (que eu chamo, carinhosamente, de “bundinha”). Esfregue a fatia que tirou no corpo do pepino (cada vez de um lado porque você só tem duas mãos). Faça isso em movimentos circulares, bem rápido!

Você vai ver que vai sair tipo uma espuminha branca, com um aspecto, digamos… Hum… Nojento! O que se diz é que ela é a responsável pela má digestão.

Lave com água filtrada e continue a preparação (fatiando em rodelas, tiras, como for).

Verdade ou mentira, quando vou fatiar pepinos, sempre paro com a faca na mão e penso: “Ah, não custa nada” e acabo cumprindo o ritual. Rs!

Bem na linha “bater três vezes na madeira” pra afastar coisas negativas.

“1, 2, 3 isola a azia!”

Mas a pizza era crocante…

Post image for Mas a pizza era crocante…

Sabe quando você pede uma pizza em casa e ela chega com cara de borracha?

Antes de mais nada: se você quiser comer aquela pizza bem fresca, que sai com uma casquinha super crocante e sequinha do forno de pedra da pizzaria, vá até lá. E se, no lugar que você foi, ela não for servida numa superfície porosa como uma pedra ou, sei lá, algum tipo de grade de resfriamento*, coma rápido, enquanto estiver bem quente! Se demorar, vai ficar mole.

Exatamente.

A umidade que escapa das massas quentes, recém-retiradas do forno (todas elas, incluindo o seu pãozinho) precisa “sair fora”, “tomar um rumo” e evaporar ou, ao menos, partir para dentro de outra superfície (como acontece numa pedra porosa). Caso contrário, que é exatamente o que vemos em pizzarias menos bacanas ou restaurantes não especializados que servem pizzas (além de churrasco, strogonoff, moqueca de peixe e comida japonesa), o vapor quente é bloqueado pelo prato e a massa amolece, ficando murcha.

No caso do “delivery“, o caminho que ela percorre até a sua casa, por menor que seja, é fatal. A pizza sai do forno e entra direto numa caixa que, como você já deve estar imaginando, não deixa o vapor de água sair. Mesmo se vier da melhor pizzaria da cidade, a umidade vai alterar a textura da massa e fazer com que ela vá de crocante a borrachuda em menos de 30 minutos (bem menos).

Andei reparando que algumas pizzarias passaram a fazer suas entregas em caixas que têm um furo na tampa, para evitar que as pizzas percam qualidade no caminho. Isso até poderia ajudar um “pouquitozinho”, se não fosse pelo fato de que as caixas são empilhadas para se encaixarem no baulete da moto (aquela caixa para entrega) ou são colocadas em bolsas térmicas, que “seguram” a temperatura e o vapor também. Alguns bauletes são feitos especialmente para entregas de pizzas e possuem compartimentos, tipo gavetas, que reduzem ainda mais a circulação do ar em torno do furo da caixa. O fato é que, com o furo tampado por outra caixa ou não tampado mas dentro de um espaço quente e úmido, as pizzas amolecem de qualquer jeito.

Sem contar que, mesmo com os furos livres, leves e soltos, o vapor ficaria retido sob a massa da pizza, porque não encontraria por onde escapar debaixo dela. Ou seja, quem inventou essas embalagens não foi um gênio.

“Ah, mas eu não gosto de pizza assim, com essa massa fina e crocante. Eu gosto daquelas massas grossas, que são macias. Este post não serve pra mim, sua blogueira idiota.” (Andam me tratando assim.)

Olha, uma coisa é uma massa grossa e macia, outra coisa é uma massa borrachuda. E, pensando bem, eu nem falei “massa fina”, apesar de ter pensado nela desde o início do post, rs! Apesar de estarmos pensando em tipos de pizzas diferentes, o vapor de água que sai da massa recém-retirada do forno, é o mesmo!

Enfim, o que temos em casa são pizzas sempre necessitadas de um “tratamento”.

Como fazer a pizza “murcha” ficar crocante de novo

Você precisa de uma forma furadinha para assar, que hoje em dia é encontrada até nos supermercados. Se tiver uma pedra para assar pizza em casa, parabéns, você nem precisava estar lendo este blog. Aqui é lugar para iniciantes! Mas se tiver sido um presente de casamento que você só está entendendo para que serve agora, coloque para aquecer no forno.

Com o forno bem quente (no caso da pedra, ela demora para esquentar mas precisa estar bem quente também), coloque a pizza para assar mais uns 5 minutos apenas. (Você pode ligar o forno uns 10 minutos depois de fazer seu pedido, que tal?) Pode passar de 5 minutos, abra e verifique com um garfo se a bordinha está crocante.

Agora sim, ela vai sair do forno sequinha de novo.

Outra dica legal para deixar a massa da pizza crocante por baixo é pincelar azeite. Especialmente quando for rechear e assar aquelas massas prontas, que costumam ser bem sem graças, o azeite dá um sabor especial e uma textura que fazem a diferença! Faça isso antes de tudo, claro.

“Ah, mas eu não tenho pincel culinário, posso usar outro pincel?”

Não. O que é da cozinha, é da cozinha, o que não é da cozinha, não é da cozinha. Derrame um fio de azeite em círculo (ou dois: um mais para a borda e outro mais pelo centro da massa) e espalhe com algo limpo, tipo um papel toalha.

Pronto! Agora seus domingos não serão mais os mesmos!

icon smile Mas a pizza era crocante...



*Grades de resfriamento são usadas exatamente para resfriar bolos, pães, biscoitos, cupcakes etc. Além de possuírem mais buracos do que superfície de apoio (lembre-se que são grades!), seus “pezinhos” as elevam a uma certa altura, permitindo que o ar se mantenha resfriado debaixo dela e que o vapor encontre um caminho para sair e evaporar.
Eu usei esse exemplo mas você nunca vai encontrar uma pizzaria que sirva pizzas em grades de resfriamento. Pelo menos eu nunca vi!

Como fazer Sal de Pipoca

Post image for Como fazer Sal de Pipoca

Descobri que esse sal existe quando estava fazendo compras em um supermercado nos Estados Unidos, durante uma viagem. Aliás, eles têm praticamente um corredor inteiro só de coisas para pipoca. Aqui no Brasil, é milho para estourar na panela, pipoca de microondas com cheiros de chulé diferentes e olhe lá. (Estou mentindo?)

Como sou alguém que ama pipoca, aproveitei e fiz a festa. Comprei vários temperos para pipoca (sabor manteiga, alho, queijo assim, queijo assado) e fiquei economizando para não acabar. Sabe como é, pobre nunca tem certeza de quando vai sair do país de novo – com sorte de ter saído um dia!

O fato é que os temperos de sabores diferentes acabaram sendo esquecidos na prateleira, porque eu gostei mesmo foi do sal de pipoca. Ele é extremamente fino e, por isso, fica alojado nos contornos das pipoquinhas, em vez de ir para o fundo do pote. Quando foi que eu pensei que conseguiria fazer a pipoca ficar salgada? Achei que fosse ter que catar o sal no fundo para sempre.

Acabei encontrando outro uso para o sal de pipoca: na batata-frita! Repare bem como você quase não consegue ver o salzinho nas batatas do McDonald’s. Os grãos são super pequenos, muito menores do que os do sal de cozinha.

“Mas Vanessa, o sal não é para pipoca??”

Sim. Quero dizer, não! O marketing dele é que é de pipoca, mas você pode usar com o que quiser. Na verdade, se você souber escolher o “tipo” de sal certo para cada alimento, será um sucesso (vou escrever um post sobre sais e você vai entender melhor a diferença entre eles, que é, na verdade,  nas suas características físicas).

Para te ajudar a começar a explorar seu sal de pipoca, já descobri que ele vai muito bem com batata de qualquer jeito (além de frita) e com milho verde.

Aqui no Brasil, e preço desse sal é salgado (ha-ha-ha, que trocadilho infame), porque é um produto importado. Mas você pode começar a produção brasileira na sua casa e hoje mesmo!

Receita de Sal de Pipoca

Nem é receita, o título foi só para ver se você prestou atenção no que leu até agora. icon smile Como fazer Sal de Pipoca

Cloreto de sódio é cloreto de sódio (NaCl), não importa o tamanho dos cristais. Então, existe alguma coisa mais lógica do que fazer o seu sal de cozinha virar pó, para ter um excelente sal de pipoca caseiro?

Para isso, você pode usar um processador de alimentos ou moer o sal com um pilão.

Coloque 1/4 de xícara (chá) de “sal comum” no processador e bata por 1 minuto, pelo menos. O tempo pode variar, continue batendo até obter grãos bem finos.

Para usar como referência, deixe o sal de cozinha por perto (porque você vai se esquecer do tamanho original dos grãos assim que eles ficarem menores, vá por mim). Compare os dois para ver se o sal processado já está bem mais fino.

Se for moer com o pilão, faça uma quantidade menor.

Você também pode adicionar outros ingredientes secos ao sal, assim terá um “sal de pipoca temperado”. É por sua conta, use a criatividade!

Depois venha me dizer se gostou! icon wink Como fazer Sal de Pipoca